A
cultura é o principio para o homem acumular experiências que vai sendo capaz de
realizar, o mundo natural pode-se transformar cultural através de informações e
símbolos já estabelecidos por outros que já vivenciada, desta forma, a criança
encontra em um mundo de valores já estabelecidos. Assim pode-se definir.
A
cultura pode ser um processo de autoliberação progressiva do homem, caracterizando-o
como um ser de projeto, que se faz a medida que transcende a sua experiência;
essa é a capacidade do homem de produzir sua própria historia. (FERREIRA;
GUIMARÃES, 2003, p. 47)
A
história, por sua vez, é o sistema que envolve o conjunto das experiências
humanas. Assim a natureza do homem é a sua própria historia. Ferreira;
Guimarães (2003, p.47) reforçam o conceito do que é a história do homem dentro
desse processo de acumulo de experiências e informações. Os dados que comprovam
a história advém do material que é utilizado para contar e reconstruir vidas,
eventos e eras.
O
principio da história da deficiência através da mitologia, da religiosidade e
da supersticiosidade, trouxeram idéias e sentimentos que marcaram profundamente
a consciência coletiva através da vivencia do homem em relação da deficiência.
Conforme está explicita abaixo.
... que
trás a discriminação como “fardo social”, reflete no imaginário coletivo que se
forma sobre concepção de “corpo ideal”,
“corpo novo”, “desejado”, “belo”, “forte”, “produtivo”, com profunda
repercussão em leis e na educação das pessoas, de uma maneira geral. (FERREIRA;
GUIMARÃES, 2003, p. 49)
Percebe-se
que durante esse principio histórico, a sociedade vem criando divisões entre
classes sociais e consideram os seres humanos socialmente desiguais. Essa
divisão categoriza as pessoas da sociedade como explica Ferreira; Guimarães
(2003, p. 50) polariza entre os dominantes e os dominados, os ricos e os
pobres, os empresários e os trabalhadores assalariados e por extensão
ideologicamente, entre os superiores, os melhores e os piores, os normais e os
desviantes.
No
contexto social são evidenciadas várias formas de preconceito e ou aceitação
daquilo que se apresenta como “diferente” ou “indesejado” Ferreira; Guimarães
(2003, p. 50).
As
anomalias físicas, mentais ou sensoriais, decorrentes de deformações
congênitas, amputações traumáticas, doentes graves e de conseqüências
incapacitantes, de natureza transitória ou permanente são tão antigas quanto a
própria humanidade. (FERREIRA; GUIMARÃES, 2003, p. 51)
Por
conta disso o homem demorou séculos para comprovar cientificamente várias
deficiências, até compreender, conviver com elas fez com que acontecesse o
distanciamento da necessidade ou da importância de encarar a deficiência como
uma realidade humana.
Até
hoje é possível deparar-se com síndromes que exigem um estudo meticuloso para
que compreenda melhor como trabalhar com as pessoas que as apresentam. Apesar
disso, é visível que o conhecimento sobre deficiência não confere nem traduz a
habilidade e destreza em lidar com essas pessoas. (FERREIRA; GUIMARÃES, 2003,
p. 51)
E hoje
além de inclusão de alunos com deficiência nas escolas regulares, também nos
deparamos com os mesmos tendo o apoio pedagógico em salas de recursos para
oferecer um suporte especial a esses alunos que possuem necessidades educativas
especiais.

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